Monthly Archives: September 2013

Coca-Cola mostrando o porquê é Coca-Cola há 127 anos


A Coca-Cola mais uma vez dá um show em gerenciamento de imagem de marca. Após o caso polêmico do rato na garrafa, a empresa dá uma resposta à altura de todos os milhares de compartilhamentos da matéria.

ScreenHunter_86 Sep. 27 11.41Todo mundo que acompanha as redes sociais (ou não) ficou sabendo do estranho caso do consumidor que bebeu uma Coca-Cola que continha pedaços de rato e teve complicações de saúde. Não vamos discutir a veracidade dos fatos, mas foi fruto de uma matéria jornalística sensacionalista, que não analisou as duas partes antes de publicar a matéria.

Para ser honesto, se este post parecer tendencioso, é porque quem está escrevendo é apaixonado pela marca Coca-Cola e todas as suas publicações, campanhas, ações… Afinal, todo publicitário deve ter um orgulho de ver o marketing da Coca.

Após todo o buzz gerado pela matéria, muitas empresas ignorariam o caso, perderiam vendas drasticamente ou até fechariam as portas. Mas é claro, estamos falando de Coca-Cola, que não é a uma das marcas mais valiosas do mundo à toa.

Então a Coca deu mais um show, agora em gerenciamento de crises. A empresa imediatamente divulgou uma nota em seu site explicando o caso, abrindo para o consumidor o processo na justiça.  Criou uma campanha “Conheça a verdade sobre a Coca-Cola”, demonstrando os processos de qualidade e convidando os consumidores a conhecerem suas fábricas, lógico com um vídeo muito “Coca-Cola” que traz o seu posicionamento de felicidade, mesmo em um assunto tão delicado.

Não defendendo a marca em relação ao caso, pois realmente não é este o objetivo, e sim analisando como um profissional de comunicação, parabéns a Coca-Cola e sua equipe de Relações Públicas.

 

Escrito por Camilo Leles

Colaboração Gabriel Jensen

Tim, você sem amigos?

timA Tim desenvolveu um comercial que, a grosso modo, incentiva a prática criticada de estar com os amigos, mas não desconectar do celular e aproveitar o momento com eles.

Quem gosta de um happy hour sabe o quanto é irritante aquele amigo, ou aqueles amigos, que estão na mesma mesa que você, mas parece que não, você fala e a pessoa não te escuta, pois os assuntos no Whats App, Instagram ou Facebook se tornam mais importantes. Para eles desgrudar do celular por um minuto parece tortura.

E que tal a operadora incentivar esse relacionamento frio? Uma oportunidade, não é mesmo? Afinal, quanto mais as pessoas usarem os celulares, maior a sua rentabilidade. Mas não caiu bem incentivar a fixação na relação online, desprezando a mais humana, a fala olho no olho, com risadas verdadeiras e não apenas “rsrs” ou “kkkkk”, que você nunca sabe se realmente é sincera.

Deixo aqui algumas boas práticas sobre esse assunto

A operadora de celulares tailandesa DTAC desenvolveu a famosa campanha “Disconnect To Connect” (Desconecte-se para conectar-se), com um comercial emocionante que mostra o quanto perdemos de viver quando estamos focados em aparelhos, incentivando conectar mais a sua vida.

kit-kat-no-wifi-1Em Amsterdã na Holanda, a Kit Kat criou as zonas “No Wi-fi”, que são pequenas áreas com raio de cinco metros com rede sem fio bloqueada, algumas mesas e banquinhos para que as pessoas fiquem offline por um tempo e interajam de verdade.

 
Copo-Offline-1Também com esses objetivos, o Bar Salve Jorge criou o “Copo Offline”, que só fica em pé quando está apoiado em um aparelho celular.

 

 

 

Ainda mais além, a Cerveja Polar criou o “Anulador de Celular Polar”, que quando a cerveja é colocada dentro, automaticamente desativa sinais Wi-fi, 3G, 4G…

Esses exemplos foram muito compartilhados nas redes sociais (espero que não enquanto estavam se divertindo com os amigos), e trouxeram uma boa imagem humanista às marcas. Tive um grande professor, Ricardo Chiminazzo, que sempre dizia que as empresas devem HUMANIZAR, pois todas trabalham e disponibilizam seus produtos para pessoas. A marca deve ser tratada como um ser humano, ter personalidade, sentimentos, opiniões e transmitir isso, pois as pessoas percebem e se identificam com elas.

A Tim, que já não possui uma boa imagem da marca, transmitiu frieza e incentivou a relação à distância, mesmo quando se está perto. As tecnologias são excelentes e bem vindas, mas devem sempre ser utilizadas para unir pessoas, e não separá-las. Quando está com seus amigos ou família, aproveite verdadeiramente o momento de estarem próximos, que com a correria do dia-a-dia se torna cada vez mais complicado.

A Tim é atendida pela agência NEOGAMA/BBH.

 

Escrito por Camilo Leles

Colaboração Gabriel Jensen

Dica de Livro: “Cartas a um jovem publicitário”

O livro “Cartas a um jovem publicitário” é uma excelente sugestão para publicitários que estão começando suas carreiras, pois possui dicas valiosas e assertivas para buscar uma vida profissional de sucesso nessa área disputadíssima.

Escrito em 2006 por Roberto Duailibi jovempublicitario, um dos fundadores da DPZ com Petit e Zaragoza, pode ser confundido um pouco com auto-ajuda, mas é na verdade uma coleção de respostas às indagações de jovens publicitários que buscam uma boa colocação no mercado de trabalho. Como o nome diz, não é um livro para um profissional experiente, com anos de carreira, e sim para quem está no início do seu casamento com a publicidade.

O amplo ramo da publicidade envolve questões muito características e quanto mais conhecê-las antes de enfrentar, pode ter que certeza que será melhor. Com linguagem simples e objetiva, discute assuntos como faculdade e o primeiro emprego, ética, responsabilidade e processo criativo.

 

Escrito por Camilo Leles 

Greenpeace e sua polêmica sensacional: agora Kit Kat

O Greenpeace sempre utilizou de polêmica para provocar as pessoas pela sua causa, agora o alvo é a Nestlé com o chocolate Kit Kat.

GREENPEACEKITKATComerciais que pegam pesado, que fazem você engolir seco, ficar com um remorso ou uma irritação, esses sempre foram os objetivos do Greenpeace, buscando unir forças para refletir sobre impactos ambientais das ações do homem sobre o planeta. E assim sempre geram grande repercussão.

Em seu vídeo, a Nestlé é desafiada a deixar de usar óleo de palma nos chocolates Kit Kat, pois a extração desse óleo causa uma grande devastação e está ocasionando a extinção de orangotangos na Indonésia.

O vídeo primeiramente fala para “dar um tempo”, analogia ao slogan da Kit Kat “have a break, have a Kit Kat”, e o rapaz dá uma pausa em suas tarefas para consumir um Kit Kat, depois pede para “dar um tempo aos orangotangos”. O Greenpeace provoca as pessoas a refletir sobre o tema de forma muito bizarra e criativa, que causa certo espanto ao espectador. Vale a pena conferir:

Cabe a Nestlé realizar uma boa campanha de imagem, pois o vídeo se viralizou e causou uma reação negativa à marca Kit Kat.

Escrito por Camilo Leles
Colaboração Gabriel Jensen

Trident Restart-se: é isso mesmo? Não pode ser sério

Restart-se, reinicie, recomece… Não seria um bom conceito de campanha? Até seria, se não fosse de uma das bandas mais exóticas e contestadas do Brasil.

restartQuando vi pela primeira vez o comercial, perdi o começo e vi praticamente só a assinaturaTrident, restart-se, pensei que havia ouvido errado ou que não tinha entendido alguma informação do anúncio. Logo pensei em um monte de gente se colorindo, utilizando óculos gigantes e cabelos dos mais diferenciados, mas esperava estar enganado no que havia escutado. Então, ao ver o vídeo pelo Youtube, realmente era aquilo. O conceito é de recomeçar algo que não está bom, de melhorar o seu dia.

Nada contra os fãs da banda, aos músicos e ao gosto musical, isso realmente não é relevante. A questão é que todos sabem que a Restart é uma das bandas mais criticadas e difamadas por sua extravagância, e quem gosta também sofre com isso. E ao ouvir “Restart-se” a primeira coisa que vem a cabeça é essa banda.

Pior ainda é quando você analisa o comercial. Todo mundo no congestionamento, começam a mascar o Trident, colocam os braços para fora, remam e o trânsito flui. Primeiro, dirigir com os braços do lado de fora é proibido por lei (é verdade que as letras miúdas avisam, mas não é bem visto), e outra que a fantasia do momento não faz sentido algum, os carros não vão andar por causa disso e, sinceramente, que criatividade fraca, pois apresenta apenas um jeito de melhorar o seu dia.

Mais uma vez digo, nada contra a Restart e seus fãs, mas o conceito de “Restart-se” transmite que vamos adotar o jeito da banda, e sabemos que não é bem visto pela maioria das pessoas. Seria a mesma coisa de comparar a sua marca a um clube de futebol, exemplo “São Pauline-se” ou “Corinthianise-se”, pois há alguns conceitos estereotipados difundidos nas mentes das pessoas que transmitiriam isso à marca.

Daria a dica ao marketing da Trident de “restartar” é o conceito da campanha.

A campanha é assinada pela F/Nazca S&S.

 

Escrito por Camilo Leles

Colaboração Gabriel Jensen